Emoção no Video Marketing: como o cérebro decide se seu vídeo deve ser compartilhado

Emoção no Video Marketing: como o cérebro decide se seu vídeo deve ser compartilhado
18 mar 2014

O que motiva alguém a compartilhar um vídeo que você fez?

A resposta é… depende das 4 emoções básicas que seu vídeo desperta. 

A estratégia de conteúdo em vídeo é comprovadamente eficaz para gerar relacionamento e para vender.

Quanto mais seu vídeo for compartilhado, maior a sua visibilidade e maior o alcance para atingir pessoas que possam estar interessadas na sua mensagem ou na sua oferta.

Como criador de conteúdo, você precisa compreender o apelo emocional para o compartilhamento do seu vídeo.

Há basicamente 4 emoções envolvidas. Vamos conhecê-las!

Compartilhar é presentear

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A Internet está repleta de vídeos divertidos e informativos e, a única coisa, melhor do que descobrir novos conteúdos é compartilhar com outras pessoas, não é mesmo?

Compartilhar é como se estivéssemos oferecendo presentes uns aos outros. Isso é bem definido po Abgail Posner, estrategista da Google, em relação aos vídeos:

“Compartilhamos pequenos momentos de prazer que nos faz lembrar como estamos profundamente ligados uns aos outros. É uma troca de energia. Essa troca amplifica o nosso próprio prazer.”

É por isso que não podemos subestimar a importância de compreender a ciência da emoção no Marketing:

Quando compartilhamos um vídeo, não estamos apenas compartilhando aquele vídeo, mas sim, compartilhando a resposta emocional que ele cria.

Quatro emoções básicas

Todos os dias sentimos centenas de emoções diferentes de acordo com a situação em que nos encontramos.

Mas, um novo estudo diz que há basicamente quatro emoções:

– Felicidade
– Tristeza
– Medo / Surpresa
– Raiva / Repulsa

Estas quatro “emoções-mãe” se fundem de inúmeras formas em nosso cérebro para criar diferentes camadas ​​emocionais.

A famosa “roda de emoções” de Robert Plutchik mostra algumas destas camadas emocionais: 

Roda de emoções

Vamos agora ver como cada uma destas 4 emoções se formam no nosso cérebro e como podem motivar ações surpreendentes, incluindo o compartilhamento de conteúdos online.

1. Felicidade nos faz querer compartilhar

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O psicanalista Donald Winnicott, descobriu que a primeira ação emocional que temos na vida é responder ao sorriso da nossa mãe com um outro sorriso.

Por isso, a alegria e a felicidade estão fortemente enraizadas dentro de nós, mesmo que alguém negue ou tenha esquecido disso.

A felicidade “mora” no córtex pré-frontal esquerdo do nosso cérebro…

… um estudo feito no Laboratory for Affective Neuroscience observou monges budistas quando eles entravam em um estado de êxtase na meditação. Era essa área do cérebro que se iluminava.

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Além de nos fazer sentirmos bem, a felicidade também é um forte motivador da ação. É ela o principal impulsionador para o compartilhamento em mídias sociais.

Emoções relacionadas com a felicidade – como diversão, prazer, afeição e esperança – estão presentes na maior parte dos conteúdo mais virais. Foi isso que a agência Fractl concluiu.

Karen Nelson-Field, do Instituto Ehrenberg-Bass, queria realmente entender como as emoções influenciam o compartilhamento dos vídeos nas mídias sociais.

Ela analisou toda a base de vídeos da Unruly, uma plataforma de distribuição de vídeo, para identificar os gatilhos emocionais mais motivadores.

Karen descobriu que vídeos que provocam fortes emoções – positivas ou negativas – são 2 vezes mais propensos a ser compartilhados do que vídeos com uma resposta emocional fraca. 

No entanto, uma forte emoção positiva incentiva o compartilhamento 30% a mais do que uma uma forte emoção negativa, como a raiva.

Qual a razão?

A nossa alegria aumenta quando é compartilhada…

… quando vemos algo que nos anima, nós enviamos para outras pessoas para também dar a elas um pouco dessa alegria e energia.

E quando damos um  “Like / Curti” ou comentamos um vídeo que nos foi enviado, estamos retribuindo o presente.

DICA PARA SEUS VÍDEOS (FELICIDADE): Crie vídeos que nos lembre de nossa própria capacidade de excitação, alegria e vivacidade.

2. Tristeza nos ajuda a conectar e ter empatia

As emoções de tristeza e pesar também se localizam em muitas das mesmas regiões do nosso cérebro em que está a felicidade.

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Um estudo realizado por Paul Zakobservou como participantes de um experimento assistiam um vídeo curtinho e triste sobre um menino com câncer.

Quando nosso cérebro sente tristeza, ele também produz determinadas substâncias neuroquímicas.

Então, a medida que assistiam o vídeo, os participantes começaram a produzir cortisol, conhecido como o “hormônio do estresse”, e oxitocina, um hormônio que promove a conexão e empatia.

Aqueles que produziram maior quantidade de oxitocina foram mais propensos depois a fazer uma caridade, uma doação para uma pessoa desconhecida.

Zak assegura que a oxitocina além de criar compreensão e empatia também pode nos tornar mais generosos e confiantes.

DICA PARA SEUS VÍDEOS (TRISTEZA): esta pesquisa sugere ser eficaz usar nos seus vídeos imagens que façam o cérebro liberar a oxitocina para construir a confiança em um produto ou marca, e, consequentemente, aumentar as vendas.

3. Medo nos torna desesperados para se agarrar a alguma coisa.

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A emoção do medo é em grande parte controlada por uma pequena estrutura em forma de amêndoa, no cérebro, chamada amígdala.

A amígdala nos ajuda a tomar uma atitude diante de qualquer evento assustador. Ela nos ajuda a decidir se devemos lutar ou fugir.

Mas o medo também pode causar uma outra resposta que pode ser interessante para quem vende algo.

Um estudo publicado no Journal of Consumer Research, demonstrou que os consumidores que tiveram medo enquanto assistiam um filme, sentiam uma maior conexão com uma marca que estivesse presente no momento.

A teoria é que, quando estamos com medo, queremos compartilhar essa emoção com outras pessoas. E se ninguém está por perto, até mesmo uma marca pode resolver.

Ou seja, o medo pode estimular as pessoas a ter um apego a uma marca ou a uma pessoa.

A autora do estudo, Lea Dunn concluiu que as pessoas lidam com o medo se conectando com outras pessoas. Ao assistir um filme de terror elas olham umas para as outras e dizem “Oh, meu Deus!”. E aí, a conexão é reforçada.

DICA PARA SEUS VÍDEOS (MEDO): na realidade não há dica :) pois não recomendo despertar o medo – particularmente em forma de pressão – nos vídeos. Apenas se você estiver pensando em fazer um vídeo de terror :)

4. Raiva e Repulsa nos tornam mais teimosos

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O hipotálamo é responsável pela raiva, junto com várias outras necessidades básicas, como a fome, a sede e a resposta à dor.

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Enquanto a raiva pode levar à agressão, ela também pode criar uma curiosa forma de teimosia online, como um estudo recente da Universidade de Wisconsin descobriu.

Nele, os participantes foram convidados a ler um post de um blog que continha uma discussão equilibrada dos riscos e benefícios da nanotecnologia.

Um grupo recebeu o post com comentários educados e civilizados, enquanto outro grupo recebeu o mesmo post só que com comentários grosseiros, que envolviam xingamentos e raiva.

Os comentários rudes fizeram os participantes fortalecerem ainda mais sua opinião.

Ou seja, aqueles que pensavam que os riscos da nanotecnologia eram baixos tornaram-se ainda mais firmes quando expostos aos comentários rudes. Já aqueles que acreditavam ter alto risco, ampliaram ainda mais a percepção desse risco.

Ainda mais interessante é o que aconteceu com aqueles que anteriormente não eram a favor ou contra a nanotecnologia:

O grupo que recebeu comentários civilizados não tiveram nenhuma mudança de opinião, mas aqueles expostos aos comentários rudes, ampliaram a consciência dos riscos relacionados com a tecnologia.

DICA PARA SEUS VÍDEOS (RAIVA): você pode criar vídeos se posicionando contra um inimigo comum do seu público-alvo. 

Por que as emoções são importantes no Video Marketing

Business concept: Video Marketing and Head With Keyhole on billboard background

O que tudo isso nos ensina como criadores de conteúdos em vídeo e participantes das redes sociais?

Ensina que as emoções são fundamentais para o Video Marketing. As emoções provocam ações e reações e superam as informações racionais.

Isso apóia o que os cientistas sabem sobre o cérebro – que as pessoas primeiro sentem e depois pensam, exatamente nesta ordem. 

Enquanto estas 4 emoções são universais, diferentes tipos de pessoas podem responder mais fortemente a cada uma delas.

É preciso entender profundamente o seu público-alvo para desenvolver uma estratégia que atinja as notas emocionais certas. 

Fonte: Buffer

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Lilia Porto

Lilia Porto é criadora da TamaPitch e especialista em Video Marketing. Também é curadora de conteúdo do site O Futuro das Coisas. Twitter: @liliapcastro | Google+

Observações

  1. Otimo Conteudo Lilia, e informacao crucial para todos!Top notch! Parabens e abraco Ricardo

  2. Parabéns e obrigado por mais esse ótimo artigo Lilia!

    abraço

  3. Muito Bom Lilia, excelente conteúdo! Obrigado por compartilhar! 😉

  4. Eneida Ribeiro Diz: março 19, 2014 at 1:23 pm

    Ótimo conteúdo! Obrigada, Lilia!

  5. Só posso manifestar minha gratidão, quanto mais puder estar por perto de Lilia Porto melhor prá mim e com certeza, como estou feliz, vou compartilhar com meus amigos.

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